Treinar comunidade a ouvir pode reduzir a ansiedade

28/10/2018

São Paulo - O treinamento de profissionais da atenção primária, como médicos de família e enfermeiros, combinado com iniciativas que envolvam a comunidade pode ser o caminho para aumentar a oferta de tratamento de transtornos mentais como a depressão e a ansiedade.

É o que afirma o psiquiatra Shekhar Saxena, 62, professor do departamento de saúde global de Harvard e ex-diretor de saúde mental da OMS (Organização Mundial de Saúde), que participou da conferência internacional de atenção primária em Astana (Cazaquistão).

"Nós sabemos que o número de médicos especialistas [psiquiatras] em países de média e baixa renda é extremamente baixo. Não há outra alternativa senão treinar profissionais da atenção primária, com a supervisão de especialistas", diz ele.

Saxena é um dos autores de um recente relatório da revista The Lancet que faz severas críticas à qualidade dos tratamentos de problemas de saúde mental e o histórico subfinanciamento por parte dos governos.

O psiquiatra considera efetivos tratamentos psicológicos em grupos ou providos por meio de voluntários treinados na comunidade.

BANCO DA AMIZADE

Uma iniciativa que vem ganhando apoio internacional, inclusive do duque e da duquesa de Cambridge, é o "friendship bench" (banco da amizade, numa tradução livre), desenvolvido pelo professor Dixon Chibanda, da Universidade do Zimbábue, país onde há apenas dez psiquiatras para uma população de 13 milhões de pessoas.

Chibanda treinou avós para ouvir e orientar pessoas com depressão e ansiedade. Um estudo publicado no Jama (Jornal da Associação Médica Americana) mostrou que aquelas que sentaram no banco e contaram seus problemas para as avós tiveram maior redução de sintomas da depressão e da ansiedade do que aqueles que não tiveram essa escuta.

Os bancos foram inicialmente testados no Zimbábue e atualmente estão sendo usados no Malaui, em Zanzibar e até em Nova York, em bairros como Bronx e Harlem.

FALTA DE ACESSO

" Para centenas de milhões de pessoas que são afetadas pelos transtornos mentais, receber o tratamento na atenção primária ainda é uma tremenda ilusão. Cerca de 90% das pessoas nos países de média e baixa renda não têm acesso a tratamentos efetivos mínimos. Por isso, encontros como esse em Astana são importantes para renovar os esforços para que governos incluam a saúde mental na atenção primária", diz o especialista.

O estudo publicado pela Lancet documento demonstra, que mesmo em países pobres é possível oferecer um tratamento básico na atenção primária. " Nós sabemos que o número de médicos especialistas [psiquiatras] em países de média e baixa renda é extremamente baixo. Temos países na África com 19 milhões de habitantes e apenas um psiquiatra. Mesmo na América Latina o número de psicólogos e psiquiatras é grande, mas não o suficiente atender as necessidades de saúde mental da população, especialmente dos mais pobres. Não há outra alternativa senão treinar profissionais da atenção primária, com a supervisão de especialistas".

O FUNCIONAMENTO

Como a atenção primária varia muito de país para país. Em alguns, os serviços são gerenciados por médicos e enfermeiros, em outros por mais profissionais da saúde. "Todos podem ajudar, mas de diferentes maneiras. Médicos e enfermeiras podem ser treinados para identificar e tratar pessoas com as desordens mentais mais comuns como depressão, ansiedade e problemas com álcool e drogas. Eles podem ajudar de 60% a 70% das pessoas. Algumas vão precisar ser encaminhadas a um especialista, mas será a minoria. A maioria pode ser cuidada em uma atenção primária bem treinada".

fonte: Estadão Conteúdo 

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